Deus mestrando

É certo que eu já não sou mais a moça católica de antigamente. Anos atrás, Geração Saúde já havia me advertido de que à proporção que você vai estudando, lendo e ampliando sua visão e seu mundo, vai se afastando da “cegueira religiosa” e passa a ver aquele Deus cristão perfeitinho que a gente aprende a temer quando criança (no caso de crianças cristãs, claro) com outros olhos.

Hoje, eu não vou mais à missa, não sou mais católica praticante, mas continuo tendo fé e acreditando em Deus (ou na Deusa). A diferença é que agora eu não aceito que ele(a) tenha sempre razão, não engulo mais a seco o fato de que “Deus quis assim” ou que “Seja o que Deus quiser”. Pode parar por aí, Deus, porque tudo é discutível e/ou negociável. Vamos conversar melhor a respeito.

E é por isso que eu não aceito que depois de ter estudado mais que uma criança asiática que recebe ritalina na veia, de ter tido um ano difícil – ao contrário do que alguns possam pensar -, e tudo isso sem nenhuma garantia de êxito, venha um cristão praticante me dizer que Deus me concedeu aprovação nas seleções de mestrado.

Desculpa, Deus, mas não queira tirar meu brilho. Você é um querido, mas quem estudou e fez prova fui eu.

Estou muito feliz, beijos.

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