União estável

É exatamente o que eu disse no twitter -> orientação é que nem casamento com filhos: mesmo que acabe, sempre resta um vínculo.

E é por isso que A Orientadora sempre será meu amor primeiro, afinal foi ela quem sempre me convenceu do contrário todas as vezes em que eu pensei em desistir. Isso sem contar todas as lições de ética e bom Jornalismo, enfim.

Então, mesmo que eu me case novamente (o que não está longe de acontecer), não vou me separar de A Orientadora, nem pedir a partilha dos bens. Ela não me pede o exemplar antigo de “A Produção do Sentido”, nem eu peço o meu “Fragmentos de um Tecido”.

Ficam os livros e a saudade das tardes de domingo, do café com chocolate amargo em barra, do leite de soja, das sementes de girassol e de todos os lanchinhos naturebas que só A Orientadora consegue me fazer comer. Tem também o quase bordão ‘Natália, mas você não come nada!’.

Prometo achar aquele livro sobre o Derrida que A Orientadora sempre quis, mas que é eternamente esgotado em todas as livrarias. Desconfio que ele não seja mais editado, mas eu dou um jeitinho.

Amar é isso também: é gostar de ver o outro feliz, e de ser feliz junto, naqueles intermináveis papos teóricos.

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