Sobre o mesmo

“O crime passional não é um ato de amor, mas de ódio. Em algum momento do encontro afetivo entre duas pessoas, o desejo de posse se converte em um impulso de aniquilamento: só a morte é capaz de silenciar o incômodo pela existência do outro. Não há como sair à procura de razoabilidade para esse desejo de morte entre ex-casais, pois seu sentido não está apenas nos indivíduos e em suas histórias passionais, mas em uma matriz cultural que tolera a desigualdade entre homens e mulheres… O modelo patriarcal é uma das explicações para o fenômeno da violência contra a mulher, pois a reduz a objeto de posse e prazer dos homens. Bruno não é louco, apenas corporifica essa ordem social perversa” (O Estado de S. Paulo, 11/07/2010).

É verdade que eu não aguento mais ouvir falar em GOLEIRO BRUNO, mas, hoje, li um artigo no Observatório da Imprensa em que a jornalista cita esse trecho dO Estado de S. Paulo.

O artigo Vítimas dos homens, do sistema e da imprensa, de Ligia Martins de Almeida, é o que de mais interessante li a respeito nos últimos dias, e olha que eu já estou de saco muuuito cheio desse dito cujo.

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Um comentário sobre “Sobre o mesmo

  1. Luana disse:

    O mais interessante é que, dentre os B.O.’s recentes na imprensa, o ‘caso do goleiro bruno’ é o que menos figuraria como crime passional, pelo que se pressupõe de um romance. Foi ódio pelo ódio e ponto final.

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