Como as cartas de amor

Minha mãe guarda até hoje as cartas de amor escritas por meu avô para a minha vó. Caligrafia impecável, caneta tinteiro, páginas amareladas, cheias de poesia, amor romântico. À saudade juntava-se a longa espera por cartas que demoravam muito, muito tempo para chegar ao destino, às mãos ansiosas e ao peito arfante. Sim, como nas novelas de época, as moçoilas levavam o papel ao coração – como se os mancebos distantes pudessem sentir os batimentos apaixonados.

Hoje, não há mais homens como o meu avô, não há mais homens que, como Noah, escrevam 365 cartas – uma para cada dia do ano. E quase não há mais gente que escreva cartas.

Por que ninguém mais escreve cartas? – eu perguntei.

“Porque inventaram o e-mail… Mas aí a gente deixou de escrever e-mails, porque inventaram o orkut, e ninguém mais deixa scrap pra ninguém, porque existe o twitter e a gente resume tudo em até 140 caracteres!” – a Juliana respondeu.

| São essas coisas que me fazem desgostar um pouquinho desse mundo tão moderno. |

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3 comentários sobre “Como as cartas de amor

  1. Jullyane disse:

    Tbm sinto falta das cartas, correspondi durante anos e ainda hj tenho amigos que fiz por esses meios, amigos presentes, de coração. A espera pelo carteiro todas as tardes era emocionante, o carinho que as palavras e novidades de amigos distantes me despertava sorrisos e lágrimas.

    As cartas tem um sabor diferente dos emails, ainda hj tenho uma caixa com montes de cartas dessa época.

    Beijão

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