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Arquivo da categoria ‘saudade’

Do não saber

Pensei em te ligar, saber como vai você, saber se você se curou daquele problema no joelho, se está bem, se está feliz, se gostou do final da última novela das 9, se conseguiu arrumar a legenda do DVD, se tem meditado, se conseguiu alinhar seus ventos internos, se perdeu 3kg, se deixou o cabelo [...]

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“Parabéns, mãe! Vão sair pra comemorar?” “Vamos sim.” “Onde?” “Adivinha? hahaha” “hahaha. No de sempre!” “Não é engraçado?!” Hoje meus pais fazem 30 anos de casados, então deve fazer uns 30 anos (ou mais, contando os anos de namoro) que a minha mãe almoça ou janta no mesmo restaurante. Meu pai tem a mania de [...]

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Muito. Mui-to. Excesso. Ditongo. Duas vogais juntinhas lado-a-lado. Quaisquer. Quais-quer. Das palavras que eu gosto. Opções. Tritongo. Três vogais que não se desgrudam nunca. Hiato. Hi-a-to. Intervalo. Lacuna. Nós dois. Duas vogais que ficam lindas juntas, mas que estão fadadas a viverem sempre separadas. Das extremidades do hífen, nos vemos, só nos olhamos, “fundidos na [...]

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Quando algo acabou, então acabou. Chegou ao fim e pronto. Deixe ir! Ignore, e console-se, caso queira consolar-se, com o pensamento de que jamais se recupera a mesma coisa que se perdeu. Sempre será uma coisa nova. No momento em que nos deixa, ela se modifica. Isso é verdade até mesmo em relação a um [...]

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O espaço que você deixou, logo outro tratou de preencher. Os hábitos e manias, esqueci. Já nem sinto aquela pontinha de sabe-Deus-o-quê, típica do que não chegou a acontecer. De tudo o que (não) houve entre nós, só lamento não ter te ouvido tocar ao violão aquela música do Chico Buarque que você passou um [...]

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O relógio marca um novo dia. O calendário marca um novo mês. Acabo de mandar email. Possível início de nova vida. É meu aniversário. Tô velha. Não posso mais ser chamada de menina aquariana do dia 1º. Só Dr. Orto ainda consegue me fazer sentir uma menina quando me chama de Natica, como se eu [...]

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“A mamãe te ama” – foi a única coisa que eu consegui dizer.

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Para Roberto

É tão grande, tão grande Que eu ao seu lado… A formiga e o elefante. Com amor, Natália

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Show de Eddie, no Eufrásio. Eu estava lá. E enquanto Amandinha gravava esse vídeo, eu cantava a plenos pulmões do ladinho. É, essa voz muy afinada que se sobressai na gravação só pode ser minha. Trummer é só amor. A vida é bela. Principalmente quando na trilha toca Eddie.

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Estação

“Quando você chegar não precisa interfornar. Mete a mão na maçaneta e pode entrar.” De mim você sabe quase tudo. Você sabe onde eu guardo meus sentimentos mais caros, sabe onde escondo a minha peçonha, onde eu cultivo pequenos ressentimentos. “Você já sabe onde fica tudo aqui em casa. Fique à vontade, sem cerimônia.” É [...]

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